Com emoção venho dizer que inicio uma nova fase. Muito mudou em minha vida e também meu blog vai se mudar. Doravante, leia galhofas, chistes e correlatos em http://elloborojo.blogspot.com.
¡Hasta la victoria siempre!
Digam tchau para o Misha!
=)
Um blog BOM!





É altamente provável que tenha passado despercebido a todos que este visiblog completou um ano de existência, vejam só! Bem, ao menos a mim o referido fato não suscitou qualquer recordação, o que é lamentável... Por azar tenho estado um bocado ocupado, o que me mantém afastado de qualquer PC que seja... E quando me aproximo de algum, sinto-me algo intimadado pelas nítidas e irremediáveis deficiências técnicas do presente sítio...
Tomei, pois, a decisão de escrever posts que, como este, não necessariamente têm qualquer cousa útil a dizer, nem dúzias de imagens gozadas relacionadas ao texto... O que é uma pena; porém não maior que largar essa espécie de diário eletrônico - que gay! - largado às traças.
Enfim... É dolorosamente latente a ausência crônica de um sistema de comentários decente, bem como de uma qualidade no carregar das imagens entremeadas ao texto; a resolução é bizarra, os links, quebrados e, pior de tudo, a assiduidade dos posts, sofrível...
Esse é, pois, o maior dos problemas.
Pois ao tinhoso com os malditos defeitos! Vou postar cousas mais simples, sem fanfreluches desnecessárias, sem frescuras, apenas preto no branco - ou amarelo no preto, no meu caso -, até que eu consiga resolver TODAS as deficiências e colocar o impudico ostroblog no ar da maneira ideal. Até lá, tosqueira total, que fazer...?
Mas por falar em impudico e despudorado, morreu o lendário Marlon Brando!!! Que grande homem morre com ele, parafraseando o saudooooooooooooooooooooso Nero - aquele que quase certamente NÃO queimou Roma. Esse sim foi um cara foda. Rest in peace, dear Godfather.
Aconteceu um bocado de cousas desde meu último pergaminho, datado de 1780... Dizem até que um certo Napoleão, após ter feito imensa folia pelas bandas da França, sapecou na própria cabeça a coroa do mencionado paiseco e saiu pela Europa afora a pandegar nas regiões circunvizinhas. Coisa mais feia... Falam até que o rapaz meteu na cuca a esdrúxula idéia de invadir a Rússia e que, evidentemente, se deu mal... E quem é que se dá bem nessa empreitada?! |;- P
Logo depois, uma súcia composta de uma dúzia de rufiões colombianos disseminou uma estapafúrdia teoria: a de que eram respeitáveis e habilidosos no jogar de uma singular modalidade britânica muito em voga na época, e que a esquadra do apóstolo de Tarso, praticante do mesmo passatempo, era por demais jactanciosa e presunçosa. Um disparate, sem dúvida; de qualquer maneira, a rusga foi resolvida em dois confrontos, sendo o primeiro em Tarso e o segundo no covil dos rufiões. Estes, munidos de variada gama de sortilégios perversos, abateram, no segundo embate, o grupo de Tarso. Um ultraje. Uma ignomínia. Não satisfeitos, desceram ao Prata, devastando igualmente ali a capital portenha e tomando a Taça Libertadores às mãos daqueles que por direito moral a mereciam.
Bem, lamentos inúteis à parte, voltarei agora às aulas de russo que estou dando à senhorita Mimi, para que possamos residir em Gardarriki dentro de alguns anos.
Até a vista, hermanos zapatistas!
Saudosos camaradas!
"Pois é, pois é, pois é", já diria a grandiosa Chilindrina (vulgo Chiquinha)...
Sem dúvida que nem sei mais quantos dias fiquei sem deixar aqui registrada uma linha que fosse, porém não sem uma grande culpa por largar meu pequeno sítio às traças...
Enfim. Foram semanas atribuladas e um bocado cansativas. Não creio que vá me lembrar de tudo para relatar-vos aqui; de qualquer forma, não me sentirei mal por isso, uma vez que o intuito do presente blog nem é o de ser um diário desses bem bocós que se vêem por aí!
Tá bem, um pouquinho bocó.
Mas vamos lá com algumas fanfreluches.
Com o objetivo de comemorar o aniversário de meu amigo, correligionário e colega de serviço Orlando (a.k.a "Sapequeiro"), estive ontem em um desses botecos enfeitados que se encontram por aí, em que tocam essas bandas bem pince-nez de sei-lá-eu-que-estilo que também se encontram por aí... Um desses programas noturnos a que a patota descolada costuma chamar de "balada". É curioso como eu nessas horas me sinto uma figura realmente anacrônica, uma vez que não só não me desce o vocábulo "balada" (quando não quer dizer: 1 [do prov. ballada, 'canção para bailar'.] S.f. Poema formado de três oitavas ou três décimas, que têm as mesmas rimas e terminam pelo mesmo verso, seguidas de uma meia-estrofe (quadra ou quintilha), dita oferta ou ofertório, na qual se repetem as rimas e o último verso das oitavas ou das décimas; 2 [Do fr. ballade, atr. do ingl.ballad ou do al. ballade S.f. Pequeno poema narrativo de assunto lendário ou fantástico; 3 [Do it. ballata.] S.f. Peça musical, outrora acompanhada de canto e dança, e hoje puramente instrumental; ou 4 [De bala + -ada] S.f. Expl. Cada bala colorida que o bastão ou a pistola expelem), como também me sinto um verdadeiro peixe fora d'água, com minha indumentária algo esdrúxula - composta de camiseta da União Soviética, calças e tênis rotos e um cabelo desgrenhado e guedelhudo - e meus modos antiquados. Ao meu redor, hostes de pessoas modernosas e uma exígua camada de colegas de trabalho - que me conhecem bem a ponto de estarem acostumados e de compreenderem as minhas manias curiosas - para me isolar deles.
Mas argh!, esse clima meio subsolo desse post está me deixando taciturno e azedo!
Incrível, o São Caetano foi campeão hoje, depois de ter conseguido a façanha de ser vice mais vezes que o meu dileto Tricolor! Eu por sinal fui ao Cícero Pompeu depois de uns quinze séculos, ver o emocionante clássico entre a equipe do Morumbi e o poderosíssimo esquadrão do Alianza Lima (que por sinal completou cem anos de existência). Obviamente chegamos atrasados (minha senhorita, meu caro cunhado Paulo Duarte, o Santo e eu) e perdemos vinte e poucos minutos de partida... Ficamos ali no setor cor de abóbora, em que costuma ficar a Torcida Independente, a sacolejar em meio à nata da chusma são-paulina. Mas nada mais empolgante que ver, depois de não mais que um décimo de hora, a esquadra adversária inaugurar o marcador. ¡Maravilla! (leia-se "marabicha", obviamente com acento portenho). Ao menos a zaga adversário e aquele sujeito que se auto-denomina "Fabigol" (coisa mais gay) salvou nossa noitada futebolística.
Mesmo porque os futebolistas são como o Seu Madruga: vivem descendo a lenha!!!
Por ora vou parando por aqui, mas com boas novas (ou novas BOAS) àqueles seres gozados que se deleitam com a leitura desse curioso site. Tenho o intuito de fazer algumas alterações nele, tais como um novo sistema de comments e um mais que necessário acesso aos posts antigos! Bacana, não?!
Mas observem o panda:
Ele é roliço e gordo!!!
Pois bem, sapequinhas! A despeito do aspecto deplorável desse sítio, dos inúmeros links quebrados, das fotos que são muito parecidas com um grande "X" vermelho e dos infindáveis dias sem um post sequer, esse mancebo chistoso que aqui escreve continua vivo e sapeca como sempre.
Aliás, hoje me foi outorgado o curioso epíteto de "Lucas Ricardo, o Eterno Fanfarrão". Eis aí um título respeitável, quase quixotesco.
Bueno, de novas tenho poucas.
Na verdade muitas, mas paciência pouca!
Estou enfim estudando oficialmente o idioma de Cervantes, Pancho Villa, San Martín e Roberto Gomes Bolaños; estou ligeiramente mais obeso; parei com a mania hobbitesca do tabaco; virei um aficionado em card games; estou devendo minhas ceroulas para a Pontifícia; e estou a cada dia mais contente com a senhorita minha namorada.
Essa última cousa é realmente muito BOA.
Ademais, continuo um comunista sujo, proto-historiador metaleiro imundo.
Por ora chega.
Ciao.
Pois bem, garotada sapeca. Conforme o prometido, aí vai o texto tão gozado que eu elaborei para a faculdade:
As Ordens Monacais e a Cristianização da Polônia
Partindo do tema e da problemática propostos pelo último seminário, consideramos pertinente abordar em nosso relatório um dos pormenores do trabalho apresentado pelo grupo; a saber, o da cristianização de regiões até então inteiramente "bárbaras" - ou seja, intocadas pela dominação, ou sequer, em alguns casos, pela influência grega e romana.
Apresentou-se-nos como região propícia para tal fim a terra que se estende do Oder ao Vístula, dos Cárpatos ao Báltico: a atual Polônia.
Como sabemos, "as imensas regiões retrógradas além dos Cárpatos haviam estado sempre fora dos limites da Antigüidade. (...) O interior oriental jamais se integrou ao sistema imperial romano" *1. Mesmo Tácito, em seu célebre Germania, demonstra a ignorância de Roma ante seus distantes vizinhos do leste.
É inegável, no entanto, que as populações eslavas que viriam a ser chamadas "polacas" - "povo da planície" *2 -, oriundas da "região do Dniepr-Pripet-Bug *3(...), só começariam a expandir-se para o vazio no leste deixado pelos germânicos nos séculos V e VI" *4.
Dado esse acentuado isolamento em relação ao mundo dito civilizado, indagamos: como teria a Polônia sido chamada por Buonaccorsi, já no século XV, terra latina *5? Que forças teriam atuado para fazer, de uma população pagã, a detentora de um - consideravelmente - coeso estado cristão que tinha o latim como língua oficial?
De volta ao século X, vemos que a própria existência da Polska, fundada quando do batismo de Miészko I em 966 *6, só possui sentido como conseqüência do avanço cristão: o Estado polonês, a Polônia em si, é, assim, necessariamente uma instituição cristã.
É evidente que a conversão da soberania polonesa não implica de imediato a aceitação de facto da nova religião pelo grosso da população. Apenas do século XIV em diante se pode falar numa Polônia majoritariamente cristã *7, sendo, mesmo assim, uma afirmação ousada, dada a subjetividade do conceito de conversão. É relativamente seguro afirmar, porém, que essa transformação seria efêmera se não encontrasse um amplo respaldo popular.
Nesse ponto, finalmente, nosso pequeno estudo defronta-se com o tema proposto pelo seminário: foram as ordens monacais que de fato cristianizaram o povo polaco, de maneira paulatina, principalmente por meio das sucessivas levas de monges franciscanos e dominicanos vindas da Europa Ocidental à terra eslava nos séculos XII e XIII *8.
Levantamos então a questão: qual é a relevância dessas ordens para a história da Polônia e, numa escala mais ampla, da própria Igreja Cristã do Ocidente?
O século XI, que marcou o grande Cisma, foi na Polônia um período de incerteza política que só teve cabo com a subida de Boleslau, o Ousado, ao poder *9. As influências românicas e bizantinas mesclavam-se, como que fazendo da terra polaca mais um palco da disputa entre Constantinopla e Roma pela supremacia religiosa na Cristandade.
Nesse intrincado cenário, a atuação das ordens monacais revela-se decisiva para o êxito da Igreja de Roma na Polônia, principalmente com a latinização do idioma local, latente não só na adoção do idioma de Cícero e César na escrita formal e nas práticas administrativas como também na própria fala comum *10.
Assim, é inegável a importância dessas ordens para a formação da identidade cultural polonesa, posto que a Polska que encontramos no século XIV é já não só um forte Estado cristão nos moldes romanos, mas um dos mais importantes centros da Cruzada contra os infiéis tártaros e, posteriormente, turcos *11; a Polônia que encontramos é terra latina.
Vocês devem ter notado que o texto está cheio de estrelinhas meio frescas com números ao lado. Pois, isso na Chuváquia e na Udmúrtia é conhecido como "nota de rodapé".
Tá bem, a rigor, a rigor, lá isso é chamado de сноска, mas... Quem liga, não é?
Pros impudicos que quiserem saber o que são as fanfreluchezinhas do texto, lá vai:
*1 - ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. São Paulo, 1994, pp. 205-6, 5ª ed.
*2 - PORTAL, Roger. Os Eslavos - Povos e Nações. Lisboa, 1968, p. 79.
*3 - Atual Ucrânia (N. dos A.).
*4 - ANDERSON, Perry. Idem. p. 207.
*5 - Apud. PORTAL, Roger. Idem. p. 86.
*6 - Idem. p. 79.
*7 - Ibid.
*8 - Ibid.
*9 - Idem. p. 80.
*10 - Ibid.
*11 - Ibid.
Bom, agora continuo por aqui ouvindo Running Wild, tomando uma boa Carlsberg e pitando um pussy cigaret...
All quiet on the western front...
Ciao, fratelli d'Italia!
OK, OK, talvez o caro leitor sequer seja da Itália...
Enfim, 31 dias de silêncio por aqui; um mês exacto. Teria alguém sentido falta dos comentários pitorescos desse inapto cronista? Improvável, diria qualquer ser sensato.
"Ou não!!!" diríamos nós!!! ;- P
Pois bem, algo de útil que fiz nesse hiato temporal foi danificar a maldita barra de espaço do teclado... Algo sencasional, diria nosso lendário amigo Haraldo - vulgo Assurbanípal. O interessante desse meu feito, digno de um capadócio, é que ele, além de ter sido resultado da mais abobalhada ingenuidade - afinal, que obsessivo-compulsivo como eu não sentiria uma enorme vontade de arrancar as teclas para limpar o maldito pó e os horrendos ácaros que lançam mão dessa nesguinha pouco iluminada de espaço para conspirar contra nossa saúde?! -, ainda traz os mais irritantes incômodos para os escribas nascidos após Thomas Edison, Graham Bell e a súcia tecnológica que os sucedeu.
É também sencasional minha fascinante mania de rabiscar fanfreluches por aqui justamente quando deveria elaborar trabalhos para a faculdade... Pois, em vez de Caius Cornelius Tacitus, Caius Iulius Cæsar e outros impostores de nome "Caius" - como aquele ex-atacante do São Paulo -, estou cá bancando o Jerry Seinfeld, discorrendo sobre o nada... Bom, ele é judeu e ganhou tubos de dinheiro, de maneira semelhante a seu correligionário Woody Allen, cara muito gozado... Ontem mesmo vi, ao lado de minha donzela, o filme "A Última Noite de Boris Grushenko". Gozado.
Banquei ainda o pince-nez tentando, sem êxito, enfrentar os 205 minutos de Andrei Rublëv, película algo BOA do insano Tarkovsky... Desisti no quilômetro 123, mais ou menos, larguei meu Niva na estrada e fui saborear um suculento борщ - leia-se "borsch" - num traktir qualquer que havia por ali...
Só espero não desistir da minha monografia, em que tanto tempo e esforço venho empregando! Uma "pouco" complexa bibliografia de títulos em diversos idiomas, do português ao russo, do inglês ao impudico francês e também...
Ah, quase que me esqueço! Pretendo, num post vindouro, transcrever para cá um trabalhinho que fiz para a aula da professora Yone de Carvalho. Sinto que o referido texto vai surpreender sobremodo muitos daqueles que me conhecem bem...
Em especial uma tia aí que se entitula "Polonaise"...
Poxa, incrível como a PUC tem lançado cada vez mais pince-nez ao mundo... Senhoritas de cabelos curiosos e tingidos com cores algo esdrúxulas recitando Adorno e Habermas pelo Pátio da Cruz - como se os pensadores tedescos tivessem sido excelsos poetas -, alardeadores de Weber, Marx, Durkheim ou um Giannotti qualquer - pois é, meu senhor, não torne a caçoar de mim, "denn die Todten reiten schnell"... -, proto-musicistas trajando indumentárias coloridas e ensebadas entoando canções emepébicas - que são "de qualidade" per si, sejam boas ou não -, intermináveis filas de futuros advogados presos em seus paletós, gravatas e aquelas horrendas amarras invisíveis que impedem que os sabe-se-lá quantos por cento deles que sentem uma vontade incrível de simplesmente fazer História - seja isso rentável ou não - corram banhados em lágrimas em direção ao Prédio (BOM e) Velho bradando "Jesus me salvou do Direito!!!"...
E o São Paulo ganhou e perdeu, que cousa... Fomos sabugados pelo River Plate. Aquele que nos idos de 1997, anno domini, juntamente com o incomensurável auxílio do árbitro, sapecou 2 X 1 no Tricolor do Canindé e nos levou o bicampeonato da Supercopa...
Aliás, "Procurando Nemo" é um filme muito foda!
E eu temo que esse post esteja com um certo ar de Dory, não...?

Also, pequenos amigos.
Atendendo a inúmeros - a saber, dois - pedidos, retorno a postar nesse blog tão gozado.
Parece que esse singelo ostroblog está ganhando fama mundial, uma vez que até minha dileta professora, a Srta. Monica Duarte Dantas, já conhece o tal. Diria mesmo que não é nada improvável que ela venha a ler essas linhas que agora escrevo aqui.
Ou não!!!
Bem, topos, devem notar que a freqüência com que eu tenho postado caiu vertiginosamente nas derradeiras semanas, conseqüência inevitável de meu novo regime de trabalho... Ossos do ofício literalmente, eu diria, não fosse o uso impróprio do advérbio.
É evidente que ainda encontro tempo para pandegar, como na festinha que tivemos cá na casa de Tia Mimi na última sexta-feira, data essa conhecida como Halloween. Eu trajava, durante a referida comezaina, uma pitoresca fantasia de King Diamond, com maquiagem e todas essas fanfreluches!
Por azar a equação
pandegadas + trabalho
implica um alarmante desleixo no tocante a meus interesses de estudante universitário. Sem contar o memorável feito de meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeu pai de encontrar o Curso de História Russa do graaaaaaaande Kluchevsky, tenho meio que obrado e andado para meu desempenho acadêmico... Cousa essa nada BOA!!!
É isso, hermanos zapatistas, por ora me despeço afirmando um certo interesse em voltar a elaborar com uma freqüência razoável os comentários tão gozados que a todos divertem.
Comentários esses quase dignos de um Bozo!!!
:- P * * *